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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Hackers invadem site do Pentágono e roubam projeto de avião de US$ 300 bi

Um grupo de hackers invadiu os sistemas de computação do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e copiou informações sobre a construção do caça F-35 Lightning II, o mais caro projeto já conduzido pelo Pentágono.

De acordo com o "Wall Street Journal", os piratas copiaram informações que, em teoria, poderiam ensinar militares de outros países a se defender do avião, também conhecido como Joint Strike Fighter, cujo projeto está orçado em US$ 300 bilhões (cerca de R$ 672 bilhões, pela cotação do dólar comercial do dia 20 de abril). Ex-oficiais do governo americano ouvidos pelo "Wall Street Journal" afirmam que os ataques aparentemente foram feitos a partir da China, embora não seja possível afirmar com precisão a identidade dos hackers. Também não é possível estimar, por enquanto, os danos ao projeto e o provável risco de segurança criado pelo roubo de informações. Segundo o jornal americano, os invasores conseguiram baixar um grande volume de dados sobre o avião, mas as informações mais críticas não foram atingidas. Partes mais importantes do projeto são armazenadas em computadores que não estão ligados em rede. O F-35 Lightning II, construído por um consórcio liderado pela Lockheed Martin, é dotado de um software composto por mais de 7,5 milhões de linhas de código-fonte. O programa é três vezes mais complexo do que o utilizado em outros aviões de combate modernos.

Rede elétrica
No dia 8, o "Wall Street Journal" já havia revelado que espiões entraram na rede elétrica dos Estados Unidos e deixaram nela alguns softwares que poderiam ser usados para prejudicar o sistema.
Os hackers vieram da China, Rússia e outros países. Acredita-se que sua missão fosse investigar o sistema elétrico dos EUA e seus controles, informou o jornal, citando antigos e atuais dirigentes dos serviços de segurança norte-americanos. Os intrusos não tentaram danificar a rede elétrica ou outros elementos cruciais de infraestrutura, mas os funcionários disseram que poderiam fazê-lo durante uma crise ou guerra. "Os chineses tentaram mapear a nossa infraestrutura, como a rede elétrica. Os russos também", disse um funcionário dos serviços de inteligência ao jornal.

Fonte: G1

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Oracle anunciou nesta segunda-feira (20) que comprará a Sun Microsystems por US$ 9,5 por ação, numa operação que avalia a fabricante de servidores de alta potência em mais de US$ 7 bilhões.

As empresas informaram em comunicado que a operação é avaliada em cerca de US$ 7,4 bilhões, ou US$ 5,6 bilhões sem incluir caixa e dívidas da Sun.

O anúncio surpreendente feito pelas empresas acontece depois que as negociações entre IBM e a Sun fracassaram no início deste mês. Fontes próximas do assunto afirmaram que a Sun recusou oferta de US$ 9,4 por ação feita pela IBM. A iniciativa teria sido tomada depois de a Sun acabar com o status da IBM de parceiro negociador exclusivo. A Sun também estaria descontente com a oferta feita pela IBM.

As ações da Sun saltavam mais de 37% no pregão eletrônico da Nasdaq, em Nova York, enquanto os papéis da produtora de software corporativo recuavam 4,5%.

A Oracle espera que a aquisição adicione pelo menos US$ 0,15 por ação no primeiro ano após a aquisição. A companhia, diz a agência de notícias Associated Press, estima que a Sun contribuirá com mais de US$ 1,5 bilhão no primeiro ano, e mais de US$ 2 bilhões no segundo ano.
Perdas
A Sun é responsável pela criação da linguagem de programação Java, usada no desenvolvimento de aplicativos para sites e telefones celulares.

A empresa tem relutado em sacrificar sua independência, mesmo reportando grandes perdas. Apesar de ter vendido US$ 13,3 bilhões nos últimos quatro trimestres, a companhia reportou prejuízo de US$ 1,9 bilhão no mesmo período.

Há algum tempo, analistas afirmam que a companhia não pode se manter sozinha. Muitos disseram não acreditar que a Sun conseguiria encontrar novos compradores depois que as negociações com a IBM foram canceladas.
Fonte: G1