Chip criado na Austrália utiliza novo circuito integrado fotônico, o dispositivo foi criado por pesquisadores da chamada banda 'ultra-larga'.
O coração do sistema é uma chave ('switch') que consiste em uma pequena ranhura feita sobre um pedaço de vidro. A ranhura funciona como um circuito integrado, direcionando o tráfego de informações pela rede. Utilizando a chamada tecnologia de transmissão via fótons - particula elementar da matéria que constitui a luz -, a chave consegue aumentar a velocidade da passagem da informação por fibras ópticas. A diferença em relação aos sistemas atuais, explica o pesquisador Ben Eggleton, é que a chave precisa apenas de um picosegundo - ou 0.000000000001 segundo - para ser ativada. Em um segundo, ela pode ligar e desligar, direcionando a informação, um trilhão de vezes.
"Este é um componente crítico e um avanço fundamental no que já está aí. Nós estamos falando sobre redes que são potencialmente até 100 vezes mais rápidas sem nenhum custo adicional para o consumidor," comemora o pesquisador Ben Eggleton.
O chip desenvolvido na Austrália ainda está em fase de testes, e não há previsão de quando a tecnologia passará a ser utilizada comercialmente.
Como esta é a primeira versão do circuito integrado fotônico, os pesquisadores acreditam que conseguirão atingir velocidades ainda maiores.
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